quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

ESPÍRITOS DA UMBANDA - CABOCLOS

Ante o sucesso da série de estudos "Orixás da Umbanda",  surgiu a necessidade de prosseguir os estudos sobre nossa sagrada religião. Uma vez que os Orixás já foram comentados, é chegado o momento de falar dos espíritos, das entidades que atuam na Umbanda, que comandam nossos trabalhos e que nos trazem mensagens do plano espiritual. Buscar-se-á abordar todas as questões inerentes ao tema, deixando claro, logicamente, que o leitor possui toda a liberdade de questionar e de mandar suas dúvidas.
Que Oxalá nos ilumine! Um bom estudo a todos! 

ESPÍRITOS DA UMBANDA - CABOCLOS

Não poderia iniciar uma série de estudos sobre os "Espíritos da Umbanda" sem começar pelos caboclos.

Isso porque, para lembrar, nossa religião foi fundada, no plano material, por um caboclo, qual seja, Caboclo das 7 Encruzilhadas. Ele, através do médium Zélio Fernandino de Moraes, em 15 de novembro de 1908, em Niteroi - Rio de Janeiro , rompeu com o Espiritismo (Kardecismo), que não aceitava a manifestação de espíritos de índios e de negros,  e anunciou a fundação de uma nova religião, a qual acolheria a todos, independentemente de cor, classe social e credo. Essa religião teria o nome de Umbanda. 

Zélio Fernandino de Moraes
Caboclo das 7 Encruzilhadas
Desde então, o dia 15 de novembro é comemorado pelos umbandistas como o dia do aniversário da Umbanda, dia para louvar o Caboclo das 7 Encruzilhadas e o seu humilde aparelho, Zélio de Moraes! (mais informações no blog).

Falar em caboclos, é falar na própria essência da Umbanda. São espíritos que habitam as matas, as florestas, os rios, as pedreiras, as cachoeiras, as praias, enfim, todos os pontos da natureza. Espíritos aparentemente simples e rústicos, porém de grande conhecimento e poder de cura.

Os Caboclos estão diretamente associados com a Linha de Oxossi. Isso ocorre, porque  habitam o mesmo local de atuação do Orixá das matas. Todavia, cumpre alertar que existem caboclos de todos os Orixás da Umbanda e não apenas de Oxossi.

Entretanto, certamente é de Oxossi que partem as maiores falanges de caboclos e caboclas que se manifestam em nossos terreiros. Foi deles que a Umbanda recebeu a influência indígena, mais especificamente, da Pajelança. 


Apenas à título de curiosidade, os Caboclos também são conhecidos como "Caboclos de Pena" forma usada para diferenciá-los dos chamados "Caboclos de Couro" que são nossos queridos amigos boiadeiros. Ademais, na Umbanda, em sua grande maioria, incluindo nossa casa, utiliza-se apenas o termo Caboclo, para se referir aos espíritos de índios.


Geralmente, são os Caboclos quem iniciam o desenvolvimento do médium, sendo a primeira entidade a se manifestar e se identificar.

Para os caboclos estão reservados a chefia de um terreiro. Ou seja, são eles quem comandarão o desenvolvimento, que realizarão os amacis e cruzamentos. Também caberá à eles a organização da casa, passando orientações e doutrinas para os médiuns de como seguir e se portar dentro e fora da religião.  

Os caboclos são espíritos de índios, nativos do lugar, os primeiros habitantes de nossa terras. Quando se fala em índio, não estamos limitando aos espíritos de índios que viveram onde hoje é o Brasil, mas também os espíritos de índios de  todo o continente americano, o que incluiu espíritos de Incas, Maias, Aztecas, índios norte-americanos e até mesmo africanos.


Pelo contado direto com a floresta, os caboclos são verdadeiros médicos de Aruanda. Sabem exatamente como curar as moléstias daqueles que os procuram, passando indicações de chás, banhos, preparados, entre outros.

Também, sabem muito bem lidar com as demandas, invocando toda sua falange na luta contra os espíritos inferiores.     

É comum que o médium trabalhe com no mínimo dois caboclos, um de Oxossi, a quem, geralmente, caberá o desenvolvimento mediúnico e o outro de seu Orixá de Cabeça, como por exemplo, caboclos de Xangô, de Ogum, de Iansã, de  Oxum, de Iemanjá, etc.

Os "Caboclos de Orixás" são diferentes dos chamados "Falangeiros de Orixá". Aqueles, possuem uma incorporação igual os demais, riscam pontos, fumam, conversam, dão passe, etc. Já os Falangeiros de Orixá são espíritos mais ligados ao Orixá, possuem uma proximidade muito grande com Ele, é uma energia, digamos, mais pura, mais intensa. São entidades que se manifestam de forma breve, não ficam muito tempo no terreiro, não falam, não bebem, não fumam. Apenas trazem para o terreiro a vibração e a energia do Orixá que representam.

As manifestações de caboclos são marcadas por assobios, estalos de dedos, brados, etc. Também, comumente, vêm curimbando de uma forma bem específica.
Os caboclos quando manifestados são sérios, "carrancudos", não gostam de brincadeiras, de risos, etc. A seriedade é a marca desses espíritos. Por outro lado, são espíritos bondosos, caridosos, que não perdem a oportunidade de ajudar a quem precisa, de ensinar quem está com dúvida. São na verdade, grandes trabalhadores da Aruanda. 

Os caboclos não gostam de luxo, preferem a boa e velha roupa branca, suas miçangas são simples e seu modo de trabalho discreto. Raros são os que pedem e usam penachos. Tal apetrecho, ao nosso ver, é um utensílio dispensável, desnecessário, que torna a gira "folclórica." 

Muitos pontos cantados de caboclos referem-se à "Cidade da Jurema ou Cidade do Juremá", que nada mais é do que o nome de uma das colônias, cidades espirituais onde moram vários caboclos.  

Os Caboclos, assim como as demais entidades da Umbanda, são organizados em falanges, ou seja, agrupamentos de espíritos que trabalham sob a mesma denominação. Dessa forma, exemplificando, na falange de Caboclo Tupinambá, trabalham inúmeros espíritos de caboclos, os quais utilizam o mesmo nome. Isso explica a manifestação numa mesma gira de um mesmo caboclo em dois médiuns. Na verdade, não se trata de ser o mesmo caboclo, mas sim, de espíritos diferentes que trabalham na mesma falange, utilizando o mesmo nome.


Como é impossível citar o nome de todas as falanges de caboclos que trabalham na Umbanda, exemplificaremos algumas delas.

CABOCLOS DE OGUM
Sete Ondas, Beira Mar, Matinata, Megê, Sete Espadas, Sete Escudos, Naruê, Pedreira, Beira Rio, Rompe Mato, Tucuarepeti, Caboclo da Manhã, Akuan, Alvorada, Iara, Sete Matas, Sete Mares, Sete Ponteiras do Mar, Beira Rio,  etc.

CABOCLOS DE OXÓSSI
Araúna, Caboclo do Sol, Cajá, Cobra Coral, Guará, Sete Estrelas, Tupi, Treme Terra, Cachoeirinha, Urubatão, Urubatão da Guia, Ubiratan, Tupinambá, Flecheiro, Sete Flechas, Pena Branca, Águia Branca, Águia Dourada, Águia Solitária, Araribóia, Guaracy, Tabajara, Tamoio, Ubirajara, Junco Verde, Folha Verde, Sete Encruzilhadas, etc.

CABOCLOS DE XANGÔ
Sete Cachoeiras, Sete Pedreiras, Sete Raios, Pedra Negra, Rompe Pedra, Pedra Branca, Pedra Preta, Trovoada, Quebra-Pedra, Cachoeira, etc.



CABOCLOS DE OXUM
Iracema, Imaiá, Jaceguaia, Juruema, Juruena, Jandaia, Araguaia, Estrela da Manhã, Tunué, Mirini, Suê, Lua, Sete-Cachoeiras, Três-Cachoeiras, Cachoeira, Cobra D´agua, Sete-Luas, Quatro-Luas, Meia-Lua, Sete-Estrelas, Pena Dourada,  etc.

CABOCLOS DE IEMANJÁ

Jurema da Praia, Cabocla da Praia, Cabocla do mar, Ondina, Jarina, Jandira, Janaína, Jacira, etc.

CABOCLOS DE IANSÃ
Bartira, Jussara, Japotira, Maíra, Raio de Luz, Palina, Poti, Talina, Anaí, Potira, Cabocla dos ventos, Cabocla dos Raios, etc. 


Os caboclos recebem suas oferendas no mesmo local onde se presenteia o Orixá. Assim, por exemplo, os caboclos de Oxossi recebem oferendas nas matas, de Xangô nas pedreiras, de Oxum nas cachoeiras, de Iemanjá nas praias e assim por diante.


Geralmente suas oferendas levam velas da cor verde e velas da cor do Orixá a quem estão vinculados. Também oferece-se frutas, raízes, sementes e mel, além de cerveja e charutos.


O dia festivo dessas  entidades é o 20 de janeiro, juntamente com o Orixá Oxossi.


Seus símbolos são o arco e a flecha, adicionado por outros elementos, dependendo da falange que originam.


Sua saudação é "Okê Caboclo!"


PONTOS CANTADOS


Segue abaixo alguns dos pontos cantados para chamar e louvar os Caboclos. 


PONTO 01


Sete Caboclos,

Sete Flecheiros,

Sete Lanceiros,
Ô firma seu ponto na Cachoeira,
Os caboclos vão descer,

Ô firmar seu ponto, saravá meu Pai Xangô!
Quem mora lá nas matas é Oxossi caçador!

Ô firmar seu ponto, saravá meu Pai Xangô!
Quem mora lá nas matas é Oxossi caçador!

PONTO 02

Ele vem de tão longe,
Cansado de caminhar,
Salve o Caboclo Flecheiro,
Que vem saravá seu gongá!

Ele vem de tão longe,
Cansado de caminhar,
Salve o Caboclo Flecheiro,
Que vem saravá seu gongá!

Pra chegar neste terreiro, ele cortou tanto cipó!
Atravessou a mata virgem,
Veio na fé do Pai Maior

Pra chegar neste terreiro, ele cortou tanto cipó!
Atravessou a mata virgem,
Veio na fé do Pai Maior

PONTO 03

Saravá, saravá, saravá!
Esse filho de pemba que fica de pé no gongá!

Saravá, saravá Oxalá,
Ele é Pai de cabeça e não deixa seus filhos tombar!

Lua, ô Lua,
Ilumina o terreiro que o Pai de Cabeça chegou!

Lua, ô Lua,
Ilumina o terreiro que o Pai de Cabeça chegou!

 PONTO 04

Um grito ecoou na mata,
No terreiro ele chegou!

Um grito ecoou na mata,
No terreiro ele chegou!

Ô Saravá o Caboclo Flecheiro,
Nosso guia e protetor!

Ô Saravá o Caboclo Flecheiro,
Nosso guia e protetor!

Okê Arô!
Okê Arô!
A Mata está em festa foi seu Flecheiro que chegou!

Okê Arô!
Okê Arô!
A Mata está em festa foi seu Flecheiro que chegou!

Veio da mata virgem um caboclo lutador,
Desenvolver seus filhos, sua missão ele jurou!

Veio da mata virgem um caboclo lutador,
Desenvolver seus filhos, sua missão ele jurou!

Meu Pai Oxossi, abençoe o seu Flecheiro,
Que é a Luz deste terreiro!

Meu Pai Oxossi, abençoe o seu Flecheiro,
Que é a Luz deste terreiro!

Okê Arô!
Okê Arô!
A Mata está em festa foi seu Flecheiro que chegou!

Okê Arô!
Okê Arô!
A Mata está em festa foi seu Flecheiro que chegou!

PONTO 05

Vocês estão aquele meu Caboclo?
Lá em cima daquele lajedo!
Olhando o tempo para não chover,
Pedindo a Lua pra sair mais cedo!

Okê! Caboclo!
Okê! Caboclo Flecheiro!

Okê! Caboclo!
Okê! Caboclo Flecheiro!

E toda tribo desse meu Caboclo,
Adora o canto de um rouxinol!
De manhã cedo segue o meu flecheiro!
Caçar a ema ao romper do sol!

Okê! Caboclo!
Okê! Caboclo Flecheiro!

Okê! Caboclo!
Okê! Caboclo Flecheiro!

PONTO 06

Oxalá chamou,
E já mandou buscar!
Os caboclos da Jurema,
Ô lá no Jurema!

Oxalá chamou!

Oxalá chamou,
E já mandou buscar!
Os caboclos da Jurema,
Ô lá no Jurema!

Pai Oxalá!
Ele é o Rei do mundo inteiro!
E já deu ordens à Jurema!
Para enviar seus capamgueiros!

Mandai, Mandai!
Minha Cabocla Jurema!
Os seus guerreiros!
Essa é a ordem Suprema!

PONTO 07

A estrela lá no céu brilhou!
E a mata estremeceu!

A estrela lá no céu brilhou!
E a mata estremeceu!

Aonde anda o capagueiro da Jurema,
Que até agora não apareceu!
Aonde anda o capagueiro da Jurema,
Que até agora não apareceu!

PONTO 08

Quem manda na mata é Oxossi!
Oxossi é caçador!
Oxossi é caçador!

Quem manda na mata é Oxossi!
Oxossi é caçador!
Oxossi é caçador!

Eu vi meu Pai assobiar,
Ele mandou chamar!

Eu vi meu Pai assobiar,
Ele mandou chamar!

É de Aruanda ê!
É de Aruanda ê!
Seu Junco Verde da Umbanda,
É de Aruanda ê!

PONTO 09

Ê Juremê,
Ê Jurema,
Sua flecha caiu certeira, ó Jurema,
Dentro deste gongá!

Ê Juremê,
Ê Jurema,
Sua flecha caiu certeira, ó Jurema,
Dentro deste gongá!

Salve o Sol e Salve a Lua,
Salve São Sebastião!
Salve São Jorge Guerreiro,
Que nos deu a proteção!
Ó Jurema!

PONTO 10

Um grito na mata ecoou!
Foi seu Pena Branca quem chegou!

Um grito na mata ecoou!
Foi seu Pena Branca quem chegou!

Com suas flechas,
Com seu cocar!
Seu Pena Branca vem nos ajudar!

 Com suas flechas,
Com seu cocar!
Seu Pena Branca vem nos ajudar!

PONTO 11

Saravá seu Pena Branca!
Saravá seu amaçé!
Traz na frente o seu bodoque,
Pra defender filhos de fé!

Ele vem de Aruanda!
Trabalhar neste amaçá!
Saravá seu Pena Branca,
Um guerreiro, de Oxalá!

Sua flecha vai certeira,
Vai pegar o feiticeiro,
Que fez juras de feitiço,
Para os filhos do terreiro!

Pega o arco e atira a flecha,
Que esse bicho é corredor,
Mas deve ser castigado,
Ele é merecedor!

PONTO 12

Seu Pena Branca,
Dai-me força!
Dai-me luz!

Seu Pena Branca,
Dai-me força!
Dai-me luz!

Trazei a missão divina,
Enviada por Jesus!

Trazei a missão divina,
Enviada por Jesus!

PONTO 13

Galo cantou na serra!
A mata estremeceu!

Galo cantou na serra!
A mata estremeceu!

Caboclo Seu Pena Branca,
Na cachoeira apareceu!

Caboclo Seu Pena Branca,
Na cachoeira apareceu!

Ele é caboclo flecheiro,
E mora no rochedo,
Somente Cobra Coral,
Conhece dele o segredo!

Ele é caboclo flecheiro,
E mora no rochedo,
Somente Cobra Coral,
Conhece dele o segredo!

Eu vi na margem do rio,
Em linda manhã serena!

Eu vi na margem do rio,
Em linda manhã serena!

Caboclo Seu Pena Branca,
Firmando ponto na areia!

Caboclo Seu Pena Branca,
Firmando ponto na areia!

Ele é caboclo flecheiro,
E mora no rochedo,
Somente Cobra Coral,
Conhece dele o segredo!

PONTO 14

Cabocla sua mata é verde!
É verde é da cor do mar!

Cabocla sua mata é verde!
É verde é da cor do mar!

Saravá o cassuté da Jurema!
Saravá o cassuté da Jurema!
Saravá o cassuté da Jurema!
Jurema!

Saravá o cassuté da Jurema!
Saravá o cassuté da Jurema!
Saravá o cassuté da Jurema!
Jurema!

Na mata uma coral piou!
No alto da serra onde a Jurema passou!
Cobra que pia,
Cobra que chora,
Lá no alto da serra, onde a Jurema mora!

Cobra que pia,
Cobra que chora,
Lá no alto da serra, onde a Jurema mora!

PONTO 15

Dentro da mata virgem,
Uma linda Cabocla eu vi!

Dentro da mata virgem,
Uma linda Cabocla eu vi!

Com seu saiote,
Feito de pena,
É a Jurema filha de Tupi!

Com seu saiote,
Feito de pena,
É a Jurema filha de Tupi!

Jurema, Jurema, Jurema!
Linda Cabocla filha de Tupi!

E ela veio, lá do Juremá!
Vem firmar seu ponto neste gongá!

E ela veio, lá do Juremá!
Vem firmar seu ponto neste gongá!

PONTO 16

Eu tive um sonho,
Lá nas matas da Jurema!
Nunca vi tanta beleza, cidade do Jurema!

E a Jurema,
É uma Cabocla de pena,
È Rainha da beleza, filha de Tupinambá!

Jurema, Jurema, Juremê!
Jurema, Jurema, Juremá!

É rainha da beleza, filha de Tupinambá!

Jurema, Jurema, Juremê!
Jurema, Jurema, Juremá!

É rainha da beleza, filha de Tupinambá!

PONTO 17

Que lindo,
Capacete de penas!
Que tem a Cabocla Jurema!

Que lindo,
Capacete de penas!
Que tem a Cabocla Jurema!

É lindo e quem lhe deu foi Oxalá!
Jurema, filha de Tupinambá!
Jurema é Rainha das matas!
Ê, ê, ê, ê, ê á!

É lindo e quem lhe deu foi Oxalá!
Jurema, filha de Tupinambá!
Jurema é Rainha das matas!
Ê, ê, ê, ê, ê á!

PONTO 18

Eu estava na mata,
Quando eu vi passar uma cabocla de pena!

Eu estava na mata,
Quando eu vi passar uma cabocla de pena!

O Seu gongá é aqui ò Jurema!
Foi Oxalá quem lhe deu ò Jurema!
O seu manto é de estrelas ò Jurema!
Sete estrelas lhe iluminam ò Jurema!

O Seu gongá é aqui ò Jurema!
Foi Oxalá quem lhe deu ò Jurema!
O seu manto é de estrelas ò Jurema!
Sete estrelas lhe iluminam ò Jurema!

PONTO 19

Bate o tambor, tambor!
Bate o tambor, tambor!
É uma beleza, hoje vou abrir a mesa,
No tronco de Jurema!

Saravá, todo povo de pena,
Salve a Cabocla Jurema,
Princesa do Jurema!

Saravá, todo povo de pena,
Salve a Cabocla Jurema,
Princesa do Jurema!

PONTO 20

No alto da serra,
Capitão da serra,
Na serra negra,
Onde o Caboclo mora!

No alto da serra,
Capitão da serra,
A sua seta é uma jibóia !

No alto da serra,
Capitão da serra,
Na serra negra,
Onde o Caboclo mora!

No alto da serra,
Capitão da serra,
A sua seta é uma jibóia !

Estava no alto da serra!
Grande jibóia que por mim passou!
Trazia um grande diadema dizendo que era
O Rei dos Caçador!

Trazia um grande diadema dizendo que era
O Rei dos Caçador! 

Yoqui, Yoqui, Yoqui, que bambi oclimi, respondi, agô
Yoqui, Yoqui, Yoqui, que bambi oclimi, respondi, agô

Trazia um grande diadema dizendo que era
O Rei dos Caçador! 

PONTO 21

Ò minha mãe, cadê meu filho,
Que eu não vejo ele aqui?

Ò minha mãe, cadê meu filho,
Que eu não vejo ele aqui?

Foi pras matas da Jurema,
Foi caçar pitiguari!

Foi pras matas da Jurema,
Foi caçar pitiguari!

Pitiguari pássaro manso,
Não se deve se pegar!

Pitiguari pássaro manso,
Não se deve se pegar!

Vamos chamar todos caboclos,
Pra conosco trabalhar!

Vamos chamar todos caboclos,
Pra conosco trabalhar!

PONTO 22

Na sua aldeia ele é caboclo,
Seu Rompe Mato e Seu Arranca Toco!

Na sua aldeia ele é caboclo,
Seu Rompe Mato e Seu Arranca Toco!

Na sua aldeia,
Lá na Jurema,
Não se faz nada sem ordens Supremas!

Na sua aldeia,
Lá na Jurema,
Não se faz nada sem ordens Supremas!

PONTO 23

É o rei!
É o rei!
É o rei do panaiá e da Jurema!

É o rei!
É o rei!
É o rei do panaiá e da Jurema!

Lá na Jurema,
Rompe Mato é o Rei!

É o rei do panaiá e da Jurema!

É o rei!
É o rei!
É o rei do panaiá e da Jurema!

É o rei!
É o rei!
É o rei do panaiá e da Jurema!

PONTO 24

Naquela estrada de areia,
Aonde a lua clareou!

Naquela estrada de areia,
Aonde a lua clareou!

Todos Caboclos paravam,
para ver a procissão,
de São Sebastião!

Todos Caboclos paravam,
para ver a procissão,
de São Sebastião!  

PONTO 25

Rei Caçador, na beira do caminho!
Ô não me mate essa coral na estrada!
Ela abandonou sua choupana, ò caçador!
Foi ao romper, da madrugada!

Ela abandonou sua choupana, ò caçador!
Foi ao romper, da madrugada! Caçador!

Caçador que matou,
O meu sabiá!

Caçador que matou,
O meu sabiá!

Ele cantava baixinho,
No alto da serra de Jurema!

Ele cantava baixinho,
No alto da serra de Jurema!

PONTO 26

A coral é sua cinta!
E a Jibóia é sua lança!

A coral é sua cinta!
E a Jibóia é sua lança!

Ô que zua, que zua, que zua ê!
Caboclo mora na mata!

Ô que zua, que zua, que zua ê!
Caboclo mora na mata!

PONTO 27

No centro da mata eu vi!
Dois nomes, gravados num toco de pau!

No centro da mata eu vi!
Dois nomes, gravados num toco de pau!

De um lado, Seu Rompe Mato!
Do outro Seu cobra Coral!

No centro da mata virgem eu vi!
Seu Rompe Mato falava na língua de Guarani!

No centro da mata virgem eu vi!
Seu Rompe Mato falava na língua de Guarani!

Okê Caboclo!

Okê Caboclo!
Chama Seu Cobra Coral!

Okê Caboclo!
Chama Seu Cobra Coral!

Se ele é Caboclo da mata virgem!
Chama Seu Cobra Coral!

Se ele é Caboclo da mata virgem!
Chama Seu Cobra Coral!

PONTO 28

Ele é Seu Cobra Coral!
Ele é Seu Cobra Coral!

Ele é Seu Cobra Coral!
Ele é Seu Cobra Coral!

Filho de Oxossi das Matas!
Ele mora no Jurema!

Filho de Oxossi das Matas!
Ele mora no Jurema!

Caboclo forte e valente,
É o Seu Cobra Coral!
Forças divinas e sagradas,
Malei-me Pai Oxalá!

Caboclo forte e valente,
É o Seu Cobra Coral!
Forças divinas e sagradas,
Malei-me Pai Oxalá!

PONTO 29

No alto do chapadão,
De Oxossi e Jurema!
Ouvi um brado de guerra,
Tuchauá vem trabalhar!

No alto do chapadão,
De Oxossi e Jurema!
Ouvi um brado de guerra,
Tuchauá vem trabalhar!

borocotoba bauê!
borocotoba bauá!

Na quizumba de Oxossi
No gozo de Jurema
Tuchaua Pena Branca
Traz a paz de Tupã Auá!

Na quizumba de Oxossi
No gozo de Jurema
Tuchaua Pena Branca
Traz a paz de Tupã Auá!

borocotoba bauê!
borocotoba bauá!

PONTO 30

É um índio, é um índio, é um índio!
Tu és um índio onde o sol nasceu!

É um índio, é um índio, é um índio!
Tu és um índio onde o sol nasceu!

Já foi cacique!
Já foi pajé!
Hoje ele é rei da tribo dos Aimorés!

Já foi cacique!
Já foi pajé!
Hoje ele é rei da tribo dos Aimorés!

PONTO 31

É um índio, é um índio, é um índio!
É um índio é Cacique Aimoré!

É um índio, é um índio, é um índio!
É índio ele é Rei da Guiné!

É um índio, é um índio, é um índio!
É um índio é Cacique Aimoré!

É um índio, é um índio, é um índio!
É índio ele é Rei da Guiné!

PONTO 32

Vestimenta de caboclo,
É samambaia, é samambaia, é samambaia!

Vestimenta de caboclo,
É samambaia, é samambaia, é samambaia!

Saia caboclo, não me atrapalha,
Saia do meio da samambaia!

Saia caboclo, não me atrapalha,
Saia do meio da samambaia!

PONTO 33

Sucuri,
Jibóia!
Quando vem beirando o mar!

Sucuri,
Jibóia!
Quando vem beirando o mar!

Olha como groigoiou
A sua cobra coral!

Olha como groigoiou
A sua cobra coral!

PONTO 34

Eu entrei na mata,
Pra apanhar guiné!
E vi uma cabocla,
Perguntei, quem é?

Eu entrei na mata,
Pra apanhar guiné!
E vi uma cabocla,
Perguntei, quem é?

Ela me respondeu,
Meu nome não vou dizer!
Sou dona das folhas, agora que eu quero ver!

Ela me respondeu,
Meu nome não vou dizer!
Sou dona das folhas, agora que eu quero ver!,

Caboclo Ossanha sai da mata,
E deixa a Jurema no Jurema!

Caboclo Ossanha sai da mata,
E deixa a Jurema no Jurema!

Auê, Ossain
Auê, Jurema

Auê, Ossain
Auê, Jurema

PONTO 35

São três meninas,
Na sua aldeia são três meninas!

São três meninas,
Na sua aldeia são três meninas!

Uma Jussara, Jaçanã
Outra é Jupira!

Uma Jussara, Jaçanã
Outra é Jupira!

Gosta da sua aldeia, onde tem perfume!
Gosta da sua aldeia, onde tem perfume!

Jupirinha de Umbanda,
Ela tem ciúmes!

Jupirinha de Umbanda,
Ela tem ciúmes!

PONTO 36

Cabocla assobiou lá nas matas da Jurema!
Anunciando, que vem vindo!

Cabocla assobiou lá nas matas da Jurema!
Anunciando, que vem vindo!

Cabocla pequena,
Da pele morena!
É Jupira de Umbanda
Que vence demandas!

Cabocla pequena,
Da pele morena!
É Jupira de Umbanda
Que vence demandas!

Ela vem, com flores nas mãos
Exalando perfume,
Traz sua proteção!

Ela vem, com flores nas mãos
Exalando perfume,
Traz sua proteção!

PONTO 37

Estava na beira do rio,
Sem poder atravessar!
Chamei pelo Caboclo,
Caboclo Tupinambá!

Estava na beira do rio,
Sem poder atravessar!
Chamei pelo Caboclo,
Caboclo Tupinambá!

Tupinambá chamei!
Chamei, tornei chamar, eá!

Tupinambá chamei!
Chamei, tornei chamar, eá!

PONTO 38

Ai que barulho,
Ai que bombardeio!
Lá na cidade de Jurema!

Ai que barulho,
Ai que bombardeio!
Lá na cidade de Jurema!

Tupinambá, chegou na aldeia,
Saravou terreiro,
Saravou gongá!

Tupinambá, chegou na aldeia,
Saravou terreiro,
Saravou gongá!

PONTO 39

Tupinambá é ganga na batalha!
Tupinambá ê ê, Tupinambá!

Tupinambá guerreiro de Oxossi!
Tupinambá ê ê, Tupinambá!

Só não apanhe as folhas da jurema,
Sem ordens supremas, de Pai Oxalá!

Só não apanhe as folhas da jurema,
Sem ordens supremas, de Pai Oxalá!

Tupinambá não perde uma demamda!
Tupinambá ê ê, Tupinambá!

Tupinambá, vem defender seus filhos!
Tupinambá ê ê, Tupinambá!

Só não apanhe as folhas da jurema,
Sem ordens supremas, de Pai Oxalá!

PONTO 40

Quando meu tambor rufar,
Eu sinto a presença de Tupinambá!

Quando meu tambor!

Quando meu tambor rufar,
Eu sinto a presença de Tupinambá!

Deixe a noite cair!
Veja, uma estrela a brilhar!

A macaia está em festa!
Pra ver Tupinambá chegar!

Ele é,
Caboclo!
Ele vem,
Caçar!
Ele é guerreiro,
Ele é Tupinambá!


Ele é,
Caboclo!
Ele vem,
Caçar!
Ele é guerreiro,
Ele é Tupinambá!

PONTO 41

A água com areia,
Não pode demandar!

A água vai embora,
Areia fica no lugar!


A água com areia,
Não pode demandar!

A água vai embora,
Areia fica no lugar!

Zum, zum, zum zum,
Chegou o Aimoré!

Caboclo Flecheiro,
Pra saudar filhos de fé!

Zum, zum, zum zum,
Chegou o Aimoré!

Caboclo Flecheiro,
Pra saudar filhos de fé!

PONTO 42

Okê, Okê Caboclo!
Seu Mata Virgem é na raiz da orucaia!

Okê, Okê Caboclo!
Seu Mata Virgem é na raiz da orucaia!

Mas ó que lindo caçador!
Naquelas matas, onde a coral piou!

Mas ó que lindo caçador!
Naquelas matas, onde a coral piou!

PONTO 43



No centro da mata virgem,
De baixo de um arvoredo,
Eu vi o seu Caçador atirar sua flecha pra não errar!

Zoou, Zoou a sua flecha no ar!
Zoou, Zoou a sua flecha no ar!

PONTO 44

Caboclo roxo,
Da cor morena,
Ele é o seu Oxossi,
Caçador lá da Jurema!

Caboclo roxo,
Da cor morena,
Ele é o seu Oxossi,
Caçador lá da Jurema!

Ele jurou e ele jurará!
Em ouvir os conselhos que jurema vai lhe dar!

Ele jurou e ele jurará!
Em ouvir os conselhos que jurema vai lhe dar!

PONTO 45

Foi numa tarde serena!
Lá nas matas da jurema
Quando os caboclos bradaram!

Foi numa tarde serena!
Lá nas matas da jurema
Quando os caboclos bradaram!

Kiô, Kiô, Kiô, Kiô, Kiêra

Sua mata está em festa, saravá seu Pena Verde
Ele é o Rei da Floresta!

Kiô, Kiô, Kiô, Kiô, Kiêra

Sua mata está em festa, saravá seu Pena Verde
Ele é o Rei da Floresta!

PONTO 46

Seu Pena Verde quando vem na aldeia,
Vem trazendo pemba, pra saudar filhos de Umbanda!
Ele é Caboclo, ele é Flecheiro,
Ele é de Oxossi ele é caçador!

Seu Pena Verde quando vem na aldeia,
Vem trazendo pemba, pra saudar filhos de Umbanda!
Ele é Caboclo, ele é Flecheiro,
Ele é de Oxossi ele é caçador!

PONTO 47

Curi pembê
Curi pembá
Sete Flechas é um grande Orixá!

Curi pembê
Curi pembá
Sete Flechas é um grande Orixá!

Nasceu na mata de Oxossi,
Na aldeia de jurema,
O Caboclo Sete Flechas,
Iluminado por Oxalá!

Curi pembê
Curi pembá
Sete Flechas é um grande Orixá!

Com sete dias de nascido,
A Jurema o encontrou,
Deitado na folha seca.
Como Caboclo ela criou!

Curi pembê
Curi pembá
Sete Flechas é um grande Orixá!

PONTO 48

E os caboclos desceram,
Lá do alto da serra!
Vem trazendo no peito,
Uma cobra coral!

Neste terreiro,
Hoje dia de festa!
Vamos saravá!
Seu Sete Flechas!

E os caboclos desceram,
Lá do alto da serra!
Vem trazendo no peito,
Uma cobra coral!

Neste terreiro,
Hoje dia de festa!
Vamos saravá!
Seu Sete Flechas!

PONTO 49

Êrêrê
êrêrêrêrêrêrêá

Êrêrê
Caboclo Sete Flechas no gongá!

Saravá Seu sete Flechas.
Ele é o Rei das Matas!
A sua bodoque atira, ô paranga!
Ô sua flecha mata!

Êrêrê
êrêrêrêrêrêrêá

Êrêrê
Caboclo Sete Flechas no gongá!

Saravá Seu sete Flechas.
Ele é o Rei das Matas!
A sua bodoque atira, ô paranga!
Ô sua flecha mata!

PONTO 50

Estrela D'alva é sua guia!
Ubirajara é Caboclo valente!

Estrela D'alva é sua guia!
Ubirajara é Caboclo valente!

Ubirajara mora lá na mata,
Lá grota funda,
Lá no fim do mundo!

Ubirajara mora lá na mata,
Lá grota funda,
Lá no fim do mundo!

PONTO 51



Eu me recordo daquele sonho lindo,
Onde vi um guerreiro bradar!

Eu me recordo daquele sonho lindo,
Onde vi um guerreiro bradar!

Ele é de Oxossi,
Ele é caçador!
Ele é Flecha de Fogo!

Ele é de Oxossi,
Ele é caçador!
Ele é Flecha de Fogo!

E no terreiro, ele vem pra trabalhar!
Saravá Flecha de Fogo,
Saravá Pai Oxalá!

E no terreiro, ele vem pra trabalhar!
Saravá Flecha de Fogo,
Saravá Pai Oxalá!

Ele é de Oxossi,
Ele é caçador!
Ele é Flecha de Fogo!

Ele é de Oxossi,
Ele é caçador!
Ele é Flecha de Fogo!

PONTO 52

Caboclo da Pedra Preta,
Ele gosta de ver tinir
Se não gosta da Umbanda,
O que vem fazer aqui?

Caboclo da Pedra Preta,
Ele gosta de ver tinir
Se não gosta da Umbanda,
O que vem fazer aqui?

Auê, auê Caboclo,
Auê, auê, eu quero ver!

Auê auê Caboclo,

Trabalha que eu quero ver! 
Seu irmão é flor do dia,
Flor da manhã e Pena Dourada!

PONTO 53

Seu irmão é flor do dia,
Flor da manhã e Pena Dourada!

Ele é orvalho da noite,
Sereno da madrugada!

Ele é orvalho da noite,
Sereno da madrugada!

Mundera alumeia o mundo,
Helena a imensidão!

Mundera alumeia o mundo,
Helena a imensidão!

Papaceia vem girando,
Chefe guerreiro, índio jaguarão,

Papaceia vem girando,
Chefe guerreiro, índio jaguarão,

PONTO 54

Alumeia o mundo helena,
Enquanto a lua não vem helena!

Alumeia o mundo helena,
Enquanto a lua não vem helena!

E ele vem caminhando helena,
Vem nos passos da ema, helena!

E ele vem caminhando helena,
Vem nos passos da ema, helena!

PONTO 55

Sereno que cai,
São horas da madrugada,
Sereno que cai,
Nas matas do Uruguaia,

Sereno que cai,
São horas da madrugada,
Sereno que cai,
Nas matas do Uruguaia,

Como caminha, como caminhou,
Como Caminha, como caminhou,
Caboclo Jequeriçá, na hora divina ele sempre chegou!

Como caminha, como caminhou,
Como Caminha, como caminhou,
Caboclo Jequeriçá, na hora divina ele sempre chegou!

PONTO 56

Na sua aldeia, tem Tupiniquim,
Na suas matas, tem Tucurucum,
No seu saiote, tem pena encarnada,
Seu capacete, brilha na alvorada!

No seu saiote, tem pena encarnada,
Seu capacete, brilha na alvorada!

Camandaqué, tem penas carijós,
E atravessa às margens da cachoeira!

Ele vem do alto daquela serra,
Ele vem da selva morena!

Ele vem do alto daquela serra,
Ele vem da selva morena!

PONTO 57

O vento está soprando na mata,
Jogando as folhas da jurema no chão!

O vento está soprando na mata,
Jogando as folhas da jurema no chão!

O vento está soprando,
As folhas vão caindo,
Caboclo vai apanhando elas no chão!
  
O vento está soprando,
As folhas vão caindo,
Caboclo vai apanhando elas no chão!

PONTO 58

Mas ele veio de tão longe,
Sem conhecer ninguém!

Mas ele veio de tão longe,
Sem conhecer ninguém!

A procura de uma rosa!
Que na roseira tem!

A procura de uma rosa!
Que na roseira tem!

PONTO 59

São três caboclos,
Caboclos jacuntá,
Eles giram noite e dia,
Para os filhos de Oxalá!

Sete com mais sete,
Com mais sete vinte e um!

Saldamos os três setes,
Todos três de um a um!

Sete Montanhas gira,
Quando a noite vai chegar!

Seu irmão, Sete Lagoas,
Quando o dia clarear!

E ao romper da aurora,
Até altas madrugadas!

Gira o Caboclo,
Das Sete Encruzilhadas!

E ao romper da aurora,
Até altas madrugadas!

Gira o Caboclo,
Das Sete Encruzilhadas!

PONTO 60

Chegou, chegou, chegou,
Com Deus!

Chegou, chegou,
O Caboclo das Sete Encruzilhadas!

PONTO 61

Salve Sete Encruzilhadas,
Salve a estrela da guia!

Salve Sete Encruzilhadas,
Salve a estrela da guia!

Salve Sete Encruzilhadas,
Porque ele é o nosso guia!

PONTO 62

Ele vem,
Pois Xangô lhe chamou!

Ele traz, Iansã e Iemanjá!

Ele vem,
Com Oxossi das matas!

Ele traz,
O amor de Oxalá!
  
Ele vem,
Com Oxossi das matas!

Ele traz,
O amor de Oxalá!

Ogum, vencedor de demandas!
Estrela clareou sua banda!

Na sua aldeia ele é caboclo!
Ogum Arranca Toco!

Na sua aldeia ele é caboclo!
Ogum Arranca Toco!

PONTO 63

Estrela Dalva é minha guia,
Ilumina sem parar!

Estrela Dalva é minha guia,
Ilumina sem parar!

Clareia a mata virgem!
Cidade do Jurema!

Clareia a mata virgem!
Cidade do Juremá!

PONTO 64

Cura, cura Akuan!
Com a luz do sol da manhã!

Cura, cura Akuan!
Com a luz do sol da manhã!

Traz a paz!
Traz a luz!
Traz o amor!
Traz a cura pro vencedor!

Traz a paz!
Traz a luz!
Traz o amor!
Traz a cura pro vencedor!

PONTO 65

Hoje tem batuque no terreiro,
ê Tupinambá!

Hoje tem batuque no terreiro,
ê Tupinambá!

Ele é pele vermelha,
Ele é Tupinambá ô,

Flecha, flecha, flecha,
Para todo mal levar!

Flecha, flecha, flecha,
Para todo mal levar! 

PONTO 66

Ô lá nas matas,
Lá da Jurema!

Ô lá nas matas,
Lá da Jurema!

É uma lei severa!
É uma lei sem pena!

É uma lei severa!
É uma lei sem pena!

PONTO 67

Ô salve o sol, a estrela e salve lua!
Armas de paz da cabocla Anaí!

Com seu arco,
E as suas flechas!
Estão às ordens, de Ogum e de Iansã!

Com seu arco,
E as suas flechas!
Estão às ordens, de Ogum e de Iansã!

PONTOS 68

Quando as águas do rio,
Encontrarem as ondas do mar!

Eu farei um pedido,
Pra Cabocla na areia firmar!

Quando as águas do rio,
Encontrarem as ondas do mar!

Eu farei um pedido,
Pra Cabocla na areia firmar!

A lua no céu clareou!
Os filhos de Iemanjá!

Salve a mãe sereia,
Saravá a Cabocla do Mar!

Salve a mãe sereia,
Saravá a Cabocla do Mar!

PONTO 69

Pronto cheguei,
Eu venho da beira do mar!

Pronto cheguei,
Eu venho da beira do mar!

Atirando minhas flechas,
Minha tribo vai chegar!

Auê, Auê,auê,Auê
A ordem Deus é quem dá!

Eu sou, eu sou,
A caboclinha do mar!

Eu sou, eu sou,
A caboclinha do mar!

Eu sou, eu sou,
A caboclinha do mar!

Pronto cheguei,
Caboclinha é de Iemanjá!

Pronto cheguei,
Caboclinha é de Iemanjá!

Atirando minhas flechas,
Minha tribo vai chegar!

Auê, Auê,auê,Auê
A ordem Deus é quem dá!  

Eu sou, eu sou,
A caboclinha do mar!

Eu sou, eu sou,
A caboclinha do mar!

Eu sou, eu sou,
A caboclinha do mar!

PONTO 70

Jarina é flor!
É flor do mar!

Jarina é flor!
É flor do mar!

Jarina é flor!
Dos Orixás!

Jarina é flor!
Dos Orixás!

PONTO 71

Eu fui à beira da praia!
Pra ver o balanço do mar!

Eu fui à beira da praia!
Pra ver o balanço do mar!

Eu vi, seu retrato na areia,
Me lembrei da sereia,
Comecei a chamar!

Ô Janaina vem ver!
Ô Janaina vem cá!

Receber suas flores!
Que venho lhe ofertar!

Ô Janaina vem ver!
Ô Janaina vem cá!

Receber suas flores!
Que venho lhe ofertar!

PONTO 72

Oxum, quando canta na beira do rio,
Faz o peixe ciscar na areia!

Oxum, quando canta na beira do rio,
Faz o peixe ciscar na areia!

É Caboclo da Areia Branca
Que traz o ouro pra minha senhora!

É Caboclo da Areia Branca
Que traz o ouro pra minha senhora!
Aieieô...

PONTO 73

Saravá, saravá,saravá!
Saravá a grande cascata!

Onde mora a Cabocla de Oxum,
Caboclinha da Flecha de Prata!

Saravá, saravá,saravá!
Saravá a grande cascata!

Onde mora a Cabocla de Oxum,
Caboclinha da Flecha de Prata!

Saravá a grande cachoeira,
Água pura que vem lá mata!

Onde mora a cabocla formosa,
Caboclinha da flecha de prata!

Saravá, saravá,saravá!
Saravá a grande cascata!

Onde mora a Cabocla de Oxum,
Caboclinha da Flecha de Prata!

PONTO 74

Na pedreira encantada de Xangô,
Trovão alto se ouviu na cachoeira,
Cobra Coral chegando nas matas de Oxossi,
Anunciando que chegou Sete Pedreiras!

Na pedreira encantada de Xangô,
Trovão alto se ouviu na cachoeira,
Cobra Coral chegando nas matas de Oxossi,
Anunciando que chegou Sete Pedreiras!

PONTO 75


É ele, Demoragy, que tem no Uruguaia sua aldeia!
É ele, Demoragy, Ubirajara da Jurema!

É ele, Demoragy, que tem no Uruguaia sua aldeia!
É ele, Demoragy, Ubirajara da Jurema!

Ele é Caboclo guerreiro que veste penas,
O seu cocar quem lhe deu foi Oxalá!

Ele caminha de leve na folha seca,
É o Ubirajara dentro do seu Juremá!

Ele é Caboclo guerreiro que veste penas,
O seu cocar quem lhe deu foi Oxalá!

Ele caminha de leve na folha seca,
É o Ubirajara dentro do seu Juremá!

5 comentários:

  1. "Muito interessante o texto, e ficou bem explicativo, fácil de compreender!!!Abraços!!!"

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  2. . . . Ah,.Gostei também da idéia de postar todos os pontos!!

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  3. Que bom que gostou!

    Pena que não dá para colocar todos os pontos, mas os principais estão aí!

    Abraço!!

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  4. Gostaria de Parabenizar a Tenda pelas doutrinas aqui apresentadas. Pela distancia, pelas faltas e ate pela vergonha acabamos nao nos espressando adequadamente, desda forma tudo fica mais claro. Tenho muito orgulho de participar a oito anos da Tenda. Fico muito da explanação feita onde demonsta o tamanho do conhecimento dos chefes da casa. Parabens de coração

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  5. Nós que agradecemos por ter filhos tão interessados e conscientes de sua missão!
    Que Oxalá te ilumine!

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T.U. Filhos da Vovó Rita

T.U. Filhos da Vovó Rita